Valor da CONTABILIDADE: Reconhecimento e Obrigação

Prof. Antônio Lopes de Sá – 07/11/1997

Em Outubro de 1997, em importante pronunciamento, o Presidente da França, reconhecia, publicamente, o grande valor da Contabilidade e evidenciava em um discurso que aquele pais deve aos contabilistas a estabilidade financeira e patrimonial, na atualidade.

Afirmou, aquela autoridade, dirigente de um dos mais importantes países do mundo, que os controles internos da nação só foram assegurados porque haviam profissionais da Contabilidade cuidando deles.

Tal depoimento foi feito perante milhares de profissionais que assistiam ao Congresso Mundial de Contabilidade, em Paris e foi difundido amplamente.

A França não é, apenas, um forte componente do grupo das maiores nações em poder econômico, mas, a representante da cultura moderna, onde, a qualidade do conceito de respeito humano assume os mais altos graus.

Um pronunciamento do Presidente de tal povo, portanto, tem um reflexo maiúsculo.

Tal afirmativa cresce de importância quando se observa que nesse fim de milênio, com o avanço operado no campo da informação, através da eletrônica, cada vez mais os contabilistas possuem meios para ajudar os empresários e também aos homens públicos.

A informação, todavia, apenas, de pouco vale se não há quem saiba interpretá-la, dando-lhe sentido.

Podemos encher uma mesa de dados, de relatos, de listagens, mas, tudo isto pouco valerá se não soubermos interpretar o que está informado.

A Contabilidade é a ciência da riqueza das empresas e das instituições e o contabilista é como um médico que cuida da saúde patrimonial dos empreendimentos.

O que ocorre algumas vezes, isto sim, é a pouca ou má utilização do potencial do profissional da Contabilidade.

Isto tem ocorrido fartamente na área pública brasileira (e também por isto anda tão mal), mas, sucede igualmente naquela particular (e também por isto muitas empresas falecem).

Ou seja, muitos dirigentes desconhecem o quanto poderiam lucrar se estivessem mais perto de seus encarregados pela Contabilidade.

Alguns julgam que a escrita contábil só tem importância para efeitos fiscais. Essa mentalidade, entretanto, vem, sendo superada em todo o mundo.

Cada vez mais se está entendendo que os números, as contas, são peças frias que precisam da inteligência humana para explorar o que podem gerar de orientação.

Quanto se pode gastar, quanto se pode comprar, quanto se precisa vender, a que custo se deve produzir, o que está dificultando o pagamento de duplicatas, quanto se pode vender a crédito, quanto se pode comprar a crédito, qual o prazo que podemos vender, qual o prazo que devemos comprar etc. são algumas das poderosas orientações que se pode obter da escrita contábil.

Para obter tudo isto, entretanto, é preciso de quem conheça, de forma cientifica, as relações que governam a riqueza, ou seja, é preciso de um contabilista com formação doutrinária.

Prosperidade, definhamento, dificuldades, são situações que se reconhecem através da Contabilidade, com a ajuda de um profissional de qualidade.

Isto tanto vale para um pequeno negócio como para uma grande Nação, tanto para a pequena mercearia, como para a França; vale para todos.

Ocorre, todavia, que, também, de sua parte, os escritórios de Contabilidade precisam habituar seus clientes a usar bem a Contabilidade.

Quando tinha meus escritórios de execução de escritas, juntamente, praticava uma consultoria a meus clientes e nos casos mais importantes sempre chamei o cliente para conversar e orientar.

Também, periodicamente, enviava aos mesmos uma carta, com máxima clareza, dando aos mesmos dados sobre a situação em que se encontravam.

Fazia isto de uma forma particularizada, de modo que o cliente não sentisse que era um padrão, mas, para ele.

De tal forma desenvolveu-se o trabalho de consultoria que hoje a só este me dedico, mas, de meu escritório anterior outros de execução saíram, formados por meus próprios auxiliares, com todo o meu apoio.

Em nossa área todos os trabalhos são dignos, desde que eticamente exercidos.

A Contabilidade tem seu valor próprio, reconhecido mundialmente, mas, também, de nossa parte, é preciso que cumpramos a obrigação de fazê-la conhecida em sua utilidade verdadeira, pois, haverá sempre alguém que ainda não saberá disto.

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