Pressclipping

Em 25 de Setembro de 2020

“O homem de bem exige tudo de si próprio;
o homem medíocre espera tudo dos outros.”
(Confúcio)

10 igrejas que devem R$ 382 milhões à União

A dívida de atividades religiosas com a Fazenda Nacional soma R$ 1,5 bilhão.

Os dez maiores inadimplentes com a União a desenvolver atividades religiosas devem R$ 382,3 milhões aos cofres públicos. A maior parte dos débitos devidos pelas organizações religiosas estão ligadas a contribuição previdenciária.

A lista está presente no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ligada ao Ministério da Economia. A maior devedora entre as entidades religiosas ativas é a Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial Brasil.. A associação cristã deve R$ 99,2 milhões à União, em débitos não especificados.

A segunda da lista é a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada em 1998 pelo apóstolo Valdomiro Santiago. O CNPJ da igreja é ligado a R$ 91,4 milhões em débitos tributários, sendo que R$ 55,5 milhões deste total diz sobre pendências relativas à contribuição previdenciária.

A igreja de Santiago ainda consta como irregular em outras obrigações enquanto empresa: a Mundial deve, segundo a PGFN, R$ 5,9 milhões em FGTS não recolhidos, R$ 4,2 milhões em multas trabalhistas não pagas, e R$ 25,7 milhões em débitos tributários não especificados.

O top 10 de desfalque aos cofres públicos conta também com a Igreja Internacional da Graça de Deus (R$ 37,8 milhões), Associação Vitória em Cristo (R$ 35,9 milhões), Igreja Renascer em Cristo (R$ 33,4 milhões), Centro Islâmico Brasileiro (R$32,7 milhões), Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos (R$ 18 milhões), Mosteiro de São Bento da Bahia (R$ 13,4 milhões) e Igreja da Lagoinha (R$ 10,1 milhões). O Centro Islâmico é o único devedor na lista dos 100 maiores devedores a não pertencer à matriz cristã.

Dívidas igrejas

A soma de toda a dívida de atividades religiosas com a Fazenda Nacional é de R$ 1,5 bilhão –apesar de mais de 8.800 empresas estarem listadas, apenas 39 devem mais de R$ 1 milhão. A lista inclui também atividades desenvolvidas por estas religiões, tais como serviços educacionais, de publicação de livros e gerenciamento de hospitais.

Há, neste montante, débitos de organizações que já não operam mais – como o Instituto Geral Evangélico, maior devedor da lista, com R$ 523 milhões em dívidas, e a Ação e Distribuição, empresa de fachada desmantelada em 2012 pela Polícia Federal e que hoje tem R$ 385 milhões em dívidas.

Os débitos das organizações religiosas, em sua maioria compostos de contribuições previdenciárias não recolhidas, são anteriores à 2015. Naquele ano, uma lei permitiu que organizações religiosas não recolhessem o tributo dos vencimentos de ministros, pastores e padres.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro vetou proposta do Congresso Nacional para perdoar dívidas relativas à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) , mas afastou em definitivo a contribuição previdenciária. A Lei 14.057, aprovada hoje, ratifica o entendimento e anula quaisquer multas ou autuações feitas pela Receita Federal até hoje sobre o tema.

Fonte: Congresso em Foco

Bolsonaro lidera corrida eleitoral para 2022 com 35%; Lula tem 21%

  • Em eventual 2º turno, há empate
  • Pesquisa realizada pelo PoderData
  • Moro fica em 3º lugar, com 11%
  • Haddad tem 10% em 2º cenário
Bolsonaro e Lula: atual presidente está 14 pontos percentuais à frente do petista. Em eventual 2º turno, ambos aparecem empatados Sérgio Lima/Poder360

Pesquisa realizada pelo PoderData mostra o presidente Jair Bolsonaro à frente na corrida eleitoral para 2022, com 35% das intenções de voto. O ex-presidente Lula (PT) aparece em 2º lugar, com 21%.

O ex-ministro Sergio Moro foi citado por 11% dos entrevistados. Outros 11% afirmaram que iriam votar branco ou nulo.

Parte inferior do formulário Os dados foram coletados de 14 a 16 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 459 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Em 2018, mesmo preso em Curitiba, Lula foi registrado candidato à Presidência da República. Seu vice foi Fernando Haddad, que acabou encabeçando a chapa quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou a candidatura do petista.

Hoje, o cenário é diferente. Lula foi solto em novembro de 2019. Também há 1 processo no STF (Superior Tribunal Federal) que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na operação Lava Jato. Atualmente, o político está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Tenta na Justiça recuperar seus direitos políticos.

A decisão dos ministros da Corte, se favorável a Lula, pode anular 1 dos processos que impedem o petista de se candidatar. O ministro Gilmar Mendes já afirmou que quer pautar o tema “assim que possível”.

Além de duas condenações (casos tríplex do Guarujá e sítio de Atibaia), Lula enfrenta duas denúncias da Lava Jato em Curitiba, 4 ações na Justiça Federal do Distrito Federal e uma na Justiça Federal de São Paulo.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

PoderData separou recortes para as respostas à pergunta sobre as intenções de voto em 2022. Foram analisados os perfis por sexo, idade, nível de instrução, região e renda.

Jair Bolsonaro 

  • melhor entre: homens (42%); residentes do Centro-Oeste (51%); e desempregados ou sem renda fixa (39%);
  • pior entre: mulheres (30%); os que têm de 16 a 24 anos (24%); os com ensino superior (23%); e residentes do Norte (24%).

Lula

  • melhor entre: os que têm de 45 a 59 anos (28%); os que ganham até 2 salários mínimos (26%) e de 2 a 5 salários mínimos (27%);
  • pior entre: os que ganham mais de 10 salários mínimos (12%).

Leia a estratificação completa no infográfico abaixo:

APOIADORES DE BOLSONARO

PoderData analisou as intenções de voto dos entrevistados conforme a avaliação sobre o trabalho de Bolsonaro como presidente.

Quase metade (49%) dos que consideram o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo” afirmaram que votariam em Lula. Já entre os que acham o presidente “regular”, 23% preferem Sergio Moro.

Quase 8 em 10 (78%) dos que avaliaram positivamente (“ótimo” + “bom”) o trabalho do presidente querem sua reeleição.

CENÁRIO 2

Os entrevistados também foram consultados sobre as intenções de voto em 1 cenário com Fernando Haddad (PT) na disputa, em vez de Lula. Nessa simulação, Jair Bolsonaro permanece com a preferência de 35% dos eleitores. Aparecem empatados na 2ª posição Sergio Moro (13%) e Fernando Haddad (10%), considerando a margem de erro.

O petista empata ainda tecnicamente com Ciro Gomes (7%) e Luiz Henrique Mandetta (7%), do DEM.

Os percentuais variaram dentro da margem de erro desde a última vez que o PoderData abordou o assunto, no início de agosto.

Como no 1º cenário, Bolsonaro se sai melhor entre homens (41%), moradores do Centro-Oeste (46%) e os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (42%).

Já Moro se sai melhor entre os que têm 60 anos ou mais (18%), os com ensino superior (18%), os moradores do Centro-Oeste (18%) e os que ganham até 2 salários mínimos (19%) e de 5 a 10 salários mínimos (21%).

Leia a estratificação completa e saiba onde qual candidato se sai melhor e pior:

APOIADORES DE BOLSONARO

Dos que rejeitam o trabalho do presidente, 25% afirmaram que votariam em Fernando Haddad, e 17%, em Mandetta.

Os que consideram a atuação de Bolsonaro “regular” preferem Moro, que tem 26% das intenções de voto nesse grupo. Já 78% dos que acham o trabalho do chefe do Executivo “ótimo” ou “bom” querem sua reeleição

2º turno: empate de Bolsonaro e Lula

Em 1 cenário com disputa entre Bolsonaro e Lula no 2º turno, há empate. Ambos têm 41%.

Os resultados são parecidos quando os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de uma disputa entre Bolsonaro e Moro. Nesse caso também há empate, considerando a margem de erro do estudo, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

PT: candidato de fora, só com voto

A presidente nacional do partido e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) afirmou em entrevista ao Poder em Foco veiculada no último domingo (13.set.2020) que é “possível” seu partido fazer uma composição com outra sigla de esquerda e abrir mão da cabeça de chapa na eleição presidencial DE 2022. Ela afirma, no entanto, que é preciso que o candidato da outra sigla tenha voto para assumir essa posição.

Neste momento, mostra o PoderData, não há nenhum nome de esquerda à frente de Lula ou Haddad.

Fonte: PoderData

IGP-M acelera alta na 2ª prévia de setembro a 4,57%, diz FGV

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis (Imagem: Agencia Brasil/ Tânia Rêgo)

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 4,57% na segunda prévia de setembro, ante alta de 2,34% no mesmo período do mês anterior, refletindo a aceleração contínua da inflação ao produtor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, disparou a 6,36% no período, contra alta de 3,15% na segunda prévia de agosto.

O principal destaque nessa leitura partiu do grupo Matérias-Primas Brutas, que acelerou a alta de 5,60% no segundo decêndio de agosto a 11,31% no mesmo período de setembro, refletindo a inflação em commodities como o minério de ferro (17,01%) e soja (12,53%), que juntos responderam por 42% do resultado do IPA.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, apresentou alta de 0,38% na segunda prévia de setembro, contra ganho de 0,41% em agosto.

O movimento de leve desaceleração da inflação ao consumidor foi liderado pela queda de 0,50% registrada no grupo de Saúde e Cuidados Pessoais, que havia saltado 0,54% na segunda prévia de agosto.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,98% no período, depois de subir 0,96% na segunda prévia de agosto.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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