CONTROLADORIA: PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Por Marçal Serafim Cândido

A controladoria, também conhecida como contabilidade gerencial, é um campo de estudo de aplicação de diversas ferramentas de gestão, como contabilidade, finanças, marketing, logística, dentre outros com o propósito de desenvolver melhores instrumentos e ferramentas para planejamento, decisão e controle de decisões organizacionais, tanto na esfera privada quanto pública (ANTHONY e GOVINDARAJAN, 2008).

Pode-se dizer que as bases da controladoria já estavam presentes há mais de cinco séculos, pois desde as navegações, pois os monarcas (reis, senhores feudais e a nobreza) financiavam as expedições para desbravar novas terras e, ao retornar à Europa, os líderes dessas expedições prestavam contas da empreitada aos seus financiadores. Naquele momento, mesmo que de maneira rudimentar, algumas ferramentas da controladoria estavam presentes, desde o planejamento da expedição, às decisões de o que deveria ser feito em cada momento, dadas as restrições orçamentárias, até o controle de todo o processo.

Com a revolução industrial, a controladoria passou a ser utilizada como um poderoso instrumento para gerenciar a produção, desde a concepção de produto, custo de produção até a apuração de resultado/lucro de linhas de negócio. Foi neste período, que vai desde meados do século XVIII até o final do século XX, que a controladoria passou por grandes avanços, ao incorporar conceitos e técnicas de outras áreas, como o just in time (JIT), preço de transferência e, mais recentemente, o Balanced Scorecard (BSC). Todo este avanço proporcionou que empresas utilizassem suas controladorias nas suas estratégias de aumento de participação de mercado e, inclusive, de internacionalização (GARRISON; NOREEN e BREWER, 2013)

Já no início do século XX surgiram novas preocupações para o profissional de controladoria, o controller. Dentre essas novas demandas que a controladoria passou a incorporar são a interação entre a controladoria e os mecanismos de remuneração e incentivos, o gerenciamento de riscos e a prestação de contas (accountability). Neste novo contexto, a controladoria deixou de ser uma área voltada somente para a parte interna da empresa, para também interagir com o público externo, inclusive com acionistas e clientes, em conjunto com áreas como o marketing, o que fez surgir a demanda de profissionais de controladoria de marketing, cuja atuação é no planejamento, decisão e controle de planos e estratégias de marketing (QUINN et al., 2018)

Mas o que será a controladoria no futuro? Ela será uma controladoria que irá incorporar de maneira mais intensa a tecnologia da informação, com uso intensivo de Business Inteligence (BI), combinada com ferramentas de Big Data e Analytics, em que o controller terá no seu smartphone o efeito imediato de uma ação de marketing no resultado da empresa, bem como será capaz de fazer um planejamento de demanda baseado em visitas de clientes às lojas físicas e virtuais. Ou ainda, com a combinação da controladoria com a inteligência artificial, poderemos ter um mundo de empresas que são capazes de mensuração de lucros diárias, o que permitirá decisões mais assertivas em políticas comerciais que aumentem a entrega de resultados e valor aos clientes (KOKINA, PACHAMANOVA e CORBETT, 2017).

Em suma, embora as ferramentas e arcabouço da controladoria tenham sido ampliados ao longo dos séculos, o propósito básico da atuação do controller continua pautado em três objetivos: planejamento, decisão e controle. Nós, aqui no IPECONT, elaboramos e executamos consultorias personalizadas em controladoria para nossos clientes e parceiros, bem como cursos rápidos, customizados e pós-graduação em controladoria na qual ajudamos nossos clientes a aplicar, na prática, as ferramentas de controladoria ideais nas empresas em que estão. Venha conosco nessa jornada!

Referências:

ANTHONY, R. N.; GOVINDARAJAN, V.  Sistemas de Controle Gerencial. McGraw-Hill, 2008.

GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade Gerencial. Porto Alegre: Bookman, 2013.

KOKINA, J.; PACHAMANOVA, D.; CORBETT, A. The role of data visualization and analytics in performance management: Guiding entrepreneurial growth decisions. Journal of Accounting Education, v. 38, p. 50-62, 2017.

QUINN, Martin et al. Future research on management accounting and control in family firms: suggestions linked to architecture, governance, entrepreneurship and stewardship. Journal of Management Control, v. 28, n. 4, p. 529-546, 2018.

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